sexta-feira, setembro 19, 2008

a poesia

Na solidão
a poesia, mordendo
entre,
os sopros não compreendidos dos amantes,
é uma aparição desalmada e desesperada na alma,
desabrochando as tristezas aos borbotões.

No verão
a poesia nos convida,
em fluxos invernosos
a extrapolar serões e assassinar beijos.

A poesia então,
crua,
cresce
a desafiar o cantar surdo
de todos os lares.

E potente,
a poesia,
nos chama
a beber o veneno do silencio e
matar para sempre o amor.

No silencio do nada,
a poesia
expulsa para longe de si,
o gosto amargo da felicidade
e dorme o sono da flores,
ouvindo as canções soturnas e delicadas.

E lá fora um desalento, um insistir...

E lá fora um insistir, um desalento...

Ronaldo braga

5 comentários:

Luciano Fraga disse...

Caro Ronaldo, quando a canção da solidão decide ecoar dentro dos nossos quatro cantos,como uma alpinista a nos escalar, não existe remédio para amenizar esta corrosão senão recorrermos à poesia, belo poema, abraço.

pianistaboxeador21 disse...

Ai, a poesia. A poesia é a poesia

Abração,

Daniel

Marcia Barbieri disse...

Adorei e que a solidão sirva ao menos para trazer poesia,já que é um véu negro e triste.

beijos

anjobaldio disse...

Muito bom cara, belo poema. Grande abraço.

marcio mc disse...

Ronaldo,a poesia arrebenta os cântaros espalhando as porções de tudo que nele contém.Grande poema.