sexta-feira, setembro 26, 2008

a poesia de orlando pinho

consumidores atávicos abjetos ativos
estragam matam devoram qualquer coisa
que se mexe
aprisionam aliciam docilizam
todo corpo vivo
revolvem escavam reviram toda
espécie de brilho
mares rios florestas solos
mentes corpos construções espíritos
tudo depósito de lixo
não sobra sol pra coração nenhum
pulsar em paz
a não ser em estado omisso.


orlando pinho nasceu em santa barbara e mora em cachoeira ba

2 comentários:

Luciano Fraga disse...

Grande poema, o que sobra para nós, são restos de encarnações enfraquecidas, abraço.

orlando pinhº d-silva disse...

obrigado braga,
grande abraço, irmão!
espero o interditado!