sábado, agosto 30, 2008

sexta-feira, agosto 29, 2008

quinta-feira, agosto 28, 2008

garrincha




esse é o verdadeiro rei do futebol

terça-feira, agosto 26, 2008

FALÁCIAS

Meras falácias, o despertar de um urso após longo período de hibernação. A fúria ensandecida ao perceber que o tempo não lhe esperou. Percepção de que o tempo passou e que as suas repostas podem ter sido em vão...

Este é o meu urso amado, tantas vezes subestimado pala sua não ação, tantas vezes colocado em um plano infinito, inatingível, pela sua ausência nos atos gestuais e construtivos da relação humana.

É este o amor que guardei para você, um amor sem fronteiras, sem eiras nem beiras... um amor bandido, que não se sustenta na própria razão de ser.

Li a primeira vez a sua declaração de amor em forma de contestação, quase um manifesto e confesso que voltei a ler um grande número de vezes. Relia enquanto buscava lhe identificar no meio de tanta mágoa, no meio da sua angústia, no fundo do seu desejo de saber se era amado.

Hoje falo de amor, do amor maior, do nosso amor que sinto escorrer pelos dedos... Sinto a urgência de retomá-lo antes que este se perca de vez. É chegada a hora de voltar a montar o cenário, colocar você em cena, com todos os refletores voltados para a sua alma...

É necessário e urgente que você se encontre, antes que eu o perca, antes que você me encontre. Desde já sabemos que não vamos morrer. Esta é a minha declaração da nossa imortalidade, do nosso amor transcendental, da sua luz, no palco, em cena e eu aplaudindo na forma gestual do encantamento dos amantes que perderam o seu grande amor.

Não me mate antes do final da cena, espero o grande final, da sua hibernação, do seu retorno à vida, do seu retorno ao ser, humano. Promete que não morre antes que eu te mate, tenho urgência de viver este amor...

Não envelheci o bastante para perder a razão, ainda me restam flashes de lucidez, especialmente nos momentos em que as lembranças invadem a minha mente.

Lembro de você menino, que não conheci, mas que construí a partir das facetas que definiram a sua estrutura de adulto. Confesso que sinto falta desta fase anterior, das descobertas e construção de valores, do momento em que eu deveria ter entrado na sua vida.

Acho até que entrei na sua vida pela porta errada, fato comprovado pelo encontro do labirinto em que adentrei e que ainda não consegui encontrar a saída. Isto não é relevante, o fato é que entrei na sua vida e lá estou lhe vendo se esvair... em pequenas gotas homeopáticas, em pequenos momentos intercalados entre a lucidez e a loucura.

Sei que a negação esconde toda a razão que você não quer assumir neste momento, naturalmente, por ser mais prático se colocar fora de cena, com pouca luz, retomando o velho processo da sua mudez. Isto me irrita e me angustia, uma vez que eu preciso que você fale... que você até grite, se for o caso, mas que apresente reações novas, onde eu possa analisar sob a ótica das patologias da paixão, identificando o seu amor expresso. Eu preciso de você, em cena, de forma espontânea, espantando os meus amantes infiéis e imaginários.

Não retomarei nenhuma cena dos amantes desesperados, eu nunca quis ser atriz e fui viver no palco. No palco das suas alucinações contemplativas, das suas montagens inacabadas, da sua direção que não me enquadrava.

Eu sempre reagi de forma lúdica, eu não viveria sem a certeza do seu amor, sem a ilusão da sua presença, sem a certeza de que eu não lhe mataria. Eu não lhe mato, porque sei da importância da sua existência, a quem me reporto nos momentos em que escrevo minhas cartas, com a certeza absoluta de que embora você negue, são absolutamente vitais para a sua pessoa.

Hoje tenho certeza que você sabe que eu sou a única pessoa que o mantém vivo. Sou eu quem lhe busca no fundo e lhe traz à tona. Sou eu quem lhe faz mergulhar de encontro a um tempo perdido. De encontro ao tempo em que o nosso amor nos bastava. Do tempo em o amor era o nosso pão e o nosso vinho, enquanto montávamos a lona do nosso circo de vida.

Eu lhe avisei que depois da eclípse lunar ela voltaria a falar de amor, tempo de revisão de processos....

Acredito que você se precipitou com suas respostas, ela o queria doce e você se apresentou em forma de fel... Aproveite o tempo em que ela dorme, reveja as suas posições e lute por aquilo que você acredita, ainda existe o tempo de toda esta noite, ela não despertará. A carta que ela lhe mandou a fez passar por um processo de elaboração muito exaustivo, a vi chorando por diversas vezes. Nem sei se deveria estar lhe falando estas coisas, mas confesso que, embora não lhe conheça, me afeiçoei a você, descobri que temos afinidades e que acredito na sua retomada...

Às vezes penso que você passa por algum processo de aconselhamento, tenho a nítida sensação de que você tem informação dos bastidores quando se coloca em cena. Não creio que possa ser mais uma das minhas alucinações, mas tenho a impressão que alguém me observa e que você obtém informações privilegiadas do meu dia a dia, que poderia ser nosso dia a dia, se você não morresse ainda.

Hoje lhe sinto mais presente, em fúria, aos berros, gritando tão alto que quase despertou o meu amor.

Maria Branco

18.07.08

sábado, agosto 16, 2008

o nada



mais uma produção GRUPON FILMES

sexta-feira, agosto 15, 2008

terça-feira, agosto 12, 2008

terça-feira, agosto 05, 2008

a poesia de fabricia miranda no interditado

www.diversos-afins.blogspot.com

Querido leitor,

Outros olhares encerram a mais nova jornada da Revista Cultural DIVERSOS AFINS. Somos Vigésima Terceira Leva com:

- Registros sensíveis das nuances humanas numa exposição do fotógrafo Paulo Lima.

- Poesia desengavetada do ser em Prisca Agustoni, Gustavo Felicíssimo, Maria Angélica, David Cortés e Denise Kasburg.

- Olhar e memória em foco numa entrevista com o fotojornalista Evandro Teixeira.

- Uma busca mítica do UNO através das linhas filosóficas do conto de Vicente Franz Cecim.

- O apuro musical de Esperanza Spalding e Zuco 103.


Esses e outros caminhos aguardam você em:


www.diversos-afins.blogspot.com