sábado, abril 19, 2008

URBANIDADE

“...não ligue prá essas caras tristes
fingindo que a gente não existe...”Cazuza/Frejat


Quando tudo é raiva,
eis que ela surge com sua delicada
urbanidade,
quero falar de camaradagem,
da vida,
de um coração remoçado,
embora, o lado de fora
de cada um não expresse
o seio impulsivo,
a velocidade que deslizo
minha nova versão
movida a 100 cavalos,
vapor abrindo fogo,
sem saber onde anda
os escombros da felicidade,
toda alma precisa de céu...
Abrindo aspas,
espero por esta fagulha
como uma agulha
espera a linha de nylon,
como o tempo espera o verbo,
como o eu espera o ego,
o anzol espera,
hordas esperam,
algemas que esperam pelas mãos,
Eu espero a pólvora
da noite puída
para voltar a sonhar
com aqueles anjos velhos...
Enquanto isso, os homens
recolhiam o cadáver de rato
no quarto de Bete...


LUCIANO FRAGA

Um comentário:

Braga e Poesia disse...

LUCIANO POEMAS QUE AFIRMAM A VIDA COMO SIMPLESMENTE ALGO PARA SER VIVIDO E NÃO PENSADO OU ENQUADRADO.