quinta-feira, março 06, 2008

a poesia do eterno zeca de magalhães

Sonhos
não morrem


Sonham
sombras

assombram

Sonhos
São sons
somem..



...........................



Você tem uma boca
linda incomparável
entre bocas.

Com a mão
emoldurando o queixo
retratas a imagem
de uma gueixa.

Repentina
qual o vento de verão
surges da espera
o esperar em vão.

Você tem na boca
certo, o beijo
que, ora, a mão
não deixa.

ZECA DE MAGALHÃES
( poemas do livro 0 NOME DO VENTO: Empresa Grafica da Bahia, salvador, 1998)

Um comentário:

ronaldo braga disse...

zeca foi antes um presente para a minha juventude, em 1980 eu o conheci e com ele participei de um movimento de poetas, desse movimento fora o conhecer o zeca tudo o mais foi ruim, mas conhecer o zeca valeu a pena ter beijado os ratos.