segunda-feira, março 03, 2008

A POESIA DE SAMANTHA ABREU

Meio Ser


Por que me chamo ser,
se outros são mais
e não são?
Sou apenas o meio
do caminho,
dos sentidos,
da lucidez.

O meio-ser
que está em cada um
que vejo.
De metade em metade
tento me fazer inteira.
Tento, luto, arrisco,
mas resulto apenas
nessa tentativa
de ser o que não sou.


Samantha Abreu
(Escrevo para ser outras tantas, para fingir,
fantasiar e, no final das contas poder sair
da festa sem ser vista)
encontre mais de Samantha EM:

http://www.mulheressobdescontrole.blogspot.com/

http://www.samanthaabreu.blogspot.com/

3 comentários:

ronaldo braga disse...

no meu ver essa poesia pega na ferida da vida, somos o que não somos e tambem que é imposivel ser o que somos já que somos o vir a ser e se s um dia fossemos o que somos seria uma tragedia seria a não vida porque não poderiamos nos transformar.

Luciano Fraga disse...

Tudo o que somos,está justamente alí,bem próximo de nós,não precisamos buscar nada, em lugar algum,mas, sempre fugimos do que somos.Talvez esta falta de pureza e originalidade seja o que nos leva ao caminho das aflições.Tudo é muito simples...

SAMANTHA ABREU disse...

Puxa.. ficou linda aqui, Ronaldo!
Obrigada!


ps: acho que não somos mais (em intensidade e quantidade) do que aqueles que estão ao nosso lado. E, mais ainda, quando são desses 'vizinhos' que nos compomos. De ser em ser, me torno. E nessa luta de negar que sou igual à alguém, acabo sendo o que não sou.

papo pra uma mesa de bar e uma cerveja gelada. Hein?!
;D
Beijo!