sábado, março 08, 2008

a poesia de LUCIANO FRAGA

ÁS DE COPAS






Aqui,
a majestade
é a palavra,
tiro certeiro,
selo nas mãos do carteiro,
espero tudo dela,
flor solitária
do canteiro
aguardando a caravela
para a grande viagem...
Repouso inflamado,
sono ao volante
de um carro,
grito de notívagos
saqueando a riqueza
dos deuses,
sussurros, libertinagem.
Não preciso que estendam
os tapetes,
antes, sim
com sua licença,
meu verso
pede passagem...




Luciano Fraga

Um comentário:

ronaldo braga disse...

a POESIA uma tradução de uma realidade antes magica, antes guardada, impenetrável e o poeta um solitário sofredor arranca não na força mas na obstinação essa realidade e nos apresenta, nos presenteia a sua beleza.