sexta-feira, fevereiro 29, 2008

o que é literatura???????????????????ou agradando a hitler

As pessoas, principalmente aquelas que se escondem, como o povo escondido na massa, acham que tem o poder de determinar os fins de isso ou de aquilo, como a globo que recebe influências para o destino de suas novelas, sendo imposto pelo povo esse ou aquele fim. Mas a globo tem interesse esconômico, ganha do povo milhões de reais e por isso aceita a influência. O meu blog, o "bragas e poesia", que é um blog de poesias, contos e outros escritos, é um espaço aberto para a realidade humana e na realidade humana temos inscrito a realidade política e econômica. Ao escrever o texto, o pt e o preço do feijão, recebi comentários nada agradáveis, uma vez que pobre de conteudo, os comentários visam somente impor a vontade dos poderosos envergonhados, uma vez que não assumem nem mesmo seus nomes, ou de pessoas recalcadas, que vivem de ilusão ou de enganação, querem impor a mim o meu escrever e assumiram quando em um comentário disseram que se eu fiz crítica a lula eu posso receber crítica. A diferença é que eu assinei o meu nome na matéria. E essa pessoa diz que o meu blog é de política. Ora, eu aqui coloco texto sobre o ser humano e polÍtica me parece um tema humano. E além, o que é política? Será que essa pessoa sabe o que é politica de representação? Disso eu tratei, questionei a validade da política de representação.
Estou aqui escrevendo isso, porque eu me alimento do que existe e como dizia Brecht, uma coisa pode ser uma outra coisa. Agora quanto à canalha que não assume a sua própria identidade(eu sei que os chicos são mais de um), o que eu posso dizer pra esses chicos é que eu vou continuar escrevendo o que eu achar que devo escrever e que a intolerância dessas pessoas fascistas não vão me intimidar, nem mesmo sabendo o que essas pessoas covardes são capazes de fazerem. Eu sei que vem da cidade de Cruz das Almas, uma cidade que tem o maior número de puxa-sacos reunidos, e eu digo isso porque nasci ali e tem tambem cruz das almas uma realidade cultural e artistica atípica, tem artista renegado pelos donos da cultura, mas que ficam fazendo o impossível e o possível para serem recebidos nos seios dessa gente mentirosa que comandam e que assassinam a arte e a cultura.
O que é literatura?
O que é arte?
Já tivemos a arte imposta pelos comunistas,pelos nazistas,e agora em meu blog vem os chicos, que se acham os novos hitleres.
Eu sou,não o que sou, mas o que posso ser dentro desse emaranhado bio-químico do meu corpo.

ronaldo braga

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

a poesia de ZECA MAGALHÃES

... onde lavar as mãos?
não posso deixar de fazê-lo
é absolutamente necessário
ter as mãos limpas
a cada crime cometido

mesmo em pleno deserto
na mais profunda noite
só com as mãos limpas
se está pronto
para o próximo crime.

ZECA DE MAGALHÃES - JOSÉ NARCISO DE MAGALHÃES CARVALHO MORAES FILHO, O zeca de masgalhães, 1959 a 2007

( poema do livro " A OESTE DO MEU CORAÇÃO, EMPRESA GRAFICA DA BAHIA, SALVADOR-ba, 2004 )
O poeta Zeca de Magalhães morreu no dia 27 de fev de 2007, ontem fez um ano de ausência deste poeta alegre, desbocado e que brincava dizendo que era "carlista".
Eu que costumava todos os dias bater um papo com ele, sinto essa ausência ainda como se fosse ontem e não no ano passado. Discordávamos quase que em tudo, mas concordávamos sempre na forma, a forma era nosso ponto de união e o conteúdo nossa discórdia. E assim nosso papo era sempre caloroso, nervoso, mas antes amigável e respeitoso, mas não as idéias. Não respeitávamos as idéias um do outro, e sim respeitávamos um ao outro, éramos amigos das coisas boas e ruins.
Aqui eu mando um abraço a todos os seus oito filhos e também lembro de Alan, seu filho falecido antes do poeta, e que era tambem meu amigo. E força para a sua esposa Bel e a sua mãe.
ZECA VIVERÁ PARA SEMPRE EM MINHA MEMÓRIA.

ronaldo braga
(obs) durante o mês de março, toda semana vou publicar um texto do Zeca, pode ser poema, conto, ou mesmo comentário político, pois este é um site de poemas, cronicas, contos e outros escritos.)

frase........ frase ........frase ...... frase....................

"La ceguera es una clausura, pero también es una liberacion, una soledad propricia a las invenciones. una llave"

JORGE LUIS BORGES

sábado, fevereiro 23, 2008

a poesia de luciano fraga

TARANTULAS URBANAS


Na rua e numa folha de papel
aberta,
tudo cabe:
o zoom de uma nuvem
encoberta,
um código mortal,
um alerta,
um aviso aos navegantes:
sejam mais tolerantes
neste universo
de arestas...
Tal um conto de fadas,
bandeiras são desfraldadas,
para comemorarmos o que?
Meu amor, não resiste
às tuas palmadas...
Quando desabar do andaime,
saberei
por que se morre de fome.
Tal um rito,
de passagem
sinto-me feto
morto à pauladas,
numa corda bamba
espero o golpe de espada
numa roda de samba...
Uma armadura
seria um bom artefato
para consolar-te;
um cartucho
uma armadilha
para minha memória de flandres
que exige riqueza
em detalhes,
como colher em oásis.
Mas,
trago uma fome de faquir,
surpreendo feitas serpentes.
Minhas unhas perversas
vagueiam
em teus seios
salientes.
Aí,
danço em círculos
para controlar anseios,
aguardo na linha,
impaciente
como um cão
doente
desejo cada grama
de tua carne donzela
numa balança,
de precisão...
Antes do julgamento,
rejeito seus abraços,
mas,
aceito teus centavos minguados
e gorjetas
para seguir matando a fome
de viver,
mesmo sabendo,
Ser
na delicadeza da sarjeta...



Luciano Fraga

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

a troca impossivel

Pintura de Nelson Magalhães Filho. Mista s/tela, 185X145 cm


A morte, a ilusão, a ausência, o negativo, o mal, a parte maldita estão lá, por toda parte, na filigrana de todas as trocas. É mesmo essa continuidade do Nada que fundamenta a possibilidade do Grande jogo da troca. Todas as estratégias atuais se resumem a isso: fazer circular a dívida, o crédito, a coisa irreal e inominável da qual não se pode desembaraçar-se. É assim que Nietzsche analisava o estratagema de Deus: ao resgatar , ele, o Grande credor, a dívida do homem através do sacrifício de seu filho, fez com que essa dívida não pudesse jamais ser resgatada por seu devedor, porque já tinha sido quitada por seu credor - e criou, assim, a possibilidade de uma circulação sem fim dessa dívida, que o homem levará consigo como culpa perpétua. Essa é a esperteza de Deus. Mas é tambem o do capital, que, ao mesmo tempo em que mergulha o mundo numa dívida sempre crescente, se dedica simultaneamente a resgata-la, fazendo assim com que ela não possa jamais ser zerada, nem trocar-se por nada. E isto serve para o Real e o Virtual: a circulação sem fim do Virtual fará com que o Real não possa jamais troca-se por nada.

Jean Baudrillard (A Troca Impossível, pag 13, editora nova fronteira, 1999)

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

a poesia de FABRICIA MIRANDA

A valsa dos meus vestidos
ou
Medéia: a noiva premonitória
a Carino Gama
---
Eu já não sou a que suspende os vestidos
e já nem sei se os tenho alinhados
para as minhas bodas.

...
Não quero mais sair de tua casa
e plantei um girassol
onde o vento é mais ameno.
Meus pressentimentos murcharam no seco
dos teus lamentos
e a fruta que guardava
escondida no côncavo da mãos.

De mim, fiz o que querias
Mas veio junto outra parte daquilo que juntei
entre os dedos.
Por isso, tenho esse jeito de olhar
adiante do que existe.

Passei o meu tempo
a fiar anjos que te protejam
nas canções que aprendi com minha avó
e com todas as noivas que vieram antes dela.
...
Eu já não sou a que suspende os vestidos
e já nem sei se ainda os tenho alinhados
para as minhas bodas.


FABRICIA MIRANDA

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

sobre adelmo oliveira

ARS POÉTICA Gustavo Felicíssimo

ELOGIO À POESIA DE ADELMO OLIVEIRA

Estamos, agora, frente a um dos mais versáteis e criativos poetas que a terra grapiúna viu nascer. Trata-se de Adelmo Oliveira, natural de Itabuna, mas pouco conhecido na terra natal (como tantos outros sobre os quais também falaremos), em Maio de 1934. Na sua biografia, inserida no livro Canto Mínimo, antologia poética produzida por Ildásio Tavares para o selo Bahia: prosa e poesia, publicado pela Fundação Cultural do Estado em parceria com a editora Imago, consta que sua família é constituída por sertanejos retirantes da seca de 1932 que se estabeleceram nas terras do “fruto de ouro”.
Formado em Direito, em 1966, pela Universidade Federal da Bahia, participou ativamente do movimento cultural da sua época, escrevendo estudos, ensaios e poemas para os principais jornais de Salvador. Teve poemas publicados nas principais antologias sobre a poesia baiana, inclusive, na Poesia Moderna da Região do Cacau, produzido pelo poeta Telmo Padilha, em 1977. Publicou diversos livros de poesia: Canto da Hora Indefinida, 1960; Três Poemas; 1966, O som dos Cavalos Selvagens, 1971; Cântico para o Deus dos Ventos e das Águas, 1987; Espelho das Horas, 1991; Canto Mínimo, 2000 e poemas da Vertigem, 2005.
Em 1962, sob um júri formado por nomes de expressão da literatura brasileira, como Manuel Bandeira, Austregésilo de Athayde, José Carlos Lisboa e Pio de Los Casares, recebeu o Prêmio Nacional Luis de Góngora com o ensaio “Góngora e o Sofrimento da Linguagem”.
Consta ainda que o lançamento do livro O Som dos Cavalos Selvagens, obra de protesto contra a ditadura militar, lhe custou uma prisão (sua casa foi invadida, foi submetido a um interrogatório e sua obra confiscada e destruída por ordem do Ministério da Justiça). Em 1975 foi seqüestrado, torturado e submetido uma segunda vez a um longo interrogatório, em local ignorado e, em seguida, levado sob escolta à presença do General Adyr Fiúza de Castro, então comandante da VI Região Militar, tudo por suas atividades políticas e literárias. Em 1978 foi eleito deputado estadual pela Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, tendo declarado que “tanto a política quanto a poesia são artes de criação a serviço da conquista da liberdade plena.”
A partir de 1986, começou a compor letras de música popular, com as parcerias de Fábio Paes e do carioca Augusto Vasconcelos.

Somos vulneráveis em nossa condição humana, porém o nosso maior privilégio está no exercício da palavra que resiste às agressões à capacidade criativa da sociedade que vem sofrendo um processo exaustivo de marginalização, sentido em todo país. Se é difícil o prazer, também se tornou difícil se alimentar, educar e curar, mas através da palavra viva geramos os anticorpos necessários para o combate a um corpo social doente que tende a apagar as experiências vívidas e vividas pelos seus agentes ao longo do tempo. Entalhar essa palavra na memória do incauto leitor é tarefa árdua e para poucos.
É dessa matéria viva, combatente e sofredora, que se faz a poesia de Adelmo Oliveira, um vate que segundo as palavras de Ildásio Tavares é “poeta, decididamente poeta, firmemente plantado em seu passado cultural (...) com o passo à frente calcado pela retaguarda com o olho na vanguarda”
Adelmo Oliveira nos oferece uma poesia repleta de perspectivas e armada para o grande combate, como neste fragmento do poema Canto Agrário para o Tempo Presente: Convido-vos, amigos, a preparar a terra/ O campo está novamente inculto/ O tempo quis esta divisão de fronteiras/ E agora o que vemos/ É este grande deserto:/ Plantas agrestes/ cactos/ Vegetais de daninha duração/ E parvas figuras/ dominando outeiros/ vales/ e colinas (...). Tal poema é de 1966 e, meu Deus, continua atual porque o homem continua em estado de degeneração que, espera-se, tenha fim quando o sistema que aí está se esgote, dando início a um novo tempo patrocinado por um novo homem, mais justo, mais humano.
Basta um rápido olhar para a poesia de Adelmo Oliveira para percebermos que ela dá continuidade a toda uma tradição literária existente e a atualiza, num caminhar decidido que firmemente aponta para o futuro, pois sabe ele que a verdadeira poesia, inclusive as de vanguarda, não se faz ignorando os pilares que sustentam toda uma tradição com milênios de história. E essa história nos mostra que a criação só cabe dentro da liberdade, mas que também não se desconstrói o que não se sabe construir.
Adelmo sabe construir, seja em verso livre ou em verso medido, como no poema O Som dos Cavalos Selvagens, um poema de métrica difícil, o de quatro sílabas poéticas: Dentro da noite/ E pelo dia/ Um eco surdo/ De ventania.// Sobe a montanha/ Transpõe o vale/ - A fúria avança/ - A sombra invade.// Marcas no tempo/ Finas esporas/ - Um catavento/ No fio das horas.// Patas de ferro/ Porta-fuzis/ Deixa no vento/ A cicatriz.// Dentes de faca/ Olhos de fogo/ Cuspindo raiva/ Do próprio rosto.// Destrói cidades/ E espanca a luz/ Por onde passa/ Finca uma cruz.// Tempo de guerra,/ Este é meu tempo/ - Cavalos de ódio/ No pensamento.
A melhor ilustração de um poema são as imagens que ele suscita e também a sua melodia, fruto de um domínio estético apurado, como neste terceto do poema Cantiga de Alto-Mar: “Vem que vem na cadência das marés/ Colher pedras de sal e fantasias/ Encobrindo de conchas os meus pés”, onde quase podemos sentir mesmo o balanço da maré.
Adelmo sente e pensa, arma-se para encantar os sentidos e a inteligência, portador da verdade cunhada por Fernando Pessoa “o que em mim sente está pensando”, num instante entre o poeta e a eternidade “Feita de mito e se fazendo estrela”, que tanto pode ser a mais nobre quanto a mais humilde das musas, impressa no exuberante Soneto da Última Estação: Esta que vem do mar por entre os ventos,/ Sacudindo as espumas dos cabelos,/ Vem molhada de azul nos pensamentos,/ Seu corpo oculta a ilha dos segredos.// Vem e dança ao andar sobre as areias/ Úmidas sob os passos e os desejos,/ Onde as ancas são ondas em cadeias/ Infinitas de luz contra os espelhos.// Nem precisa de flor nem de perfume,/ Ela é a própria essência do ciúme,/ Feita de mito e se fazendo estrela.// Vem – dança – e passa aos fogos do verão/ – Fantasia da última estação./ Explodiu na vertigem da beleza.
Escreveu o poeta Miguel Carneiro que “há em cada poeta um misto de santidade, pois cada poeta está mais próximo de Deus na medida em que enuncia uma linguagem que toca os corações de todos os homens, rudes e polidos, segundo as normas que regem a sociedade pós-moderna: excludente, globalizada, egoísta e multifacetada.” E sobre a poesia Adelmiana disse que “nesses tempos de falta de solidariedade, da raridade de caráter entre as relações, nada mais atual que rever em profundidade os poemas de Adelmo Oliveira.” Tal alusão se justifica dada a natureza fraternal que pulsa sotoposta na poesia desse poeta que nos enche de entusiasmo e admiração.

gustavo felicíssimo

terça-feira, fevereiro 12, 2008

SANGRADOURO DE ARTISTAS

Na tarde de quinta feira, dia 15 de junho de 2007 eu estva zangado demais e desanimado em uma interminável fila de banco. Nervoso e contando as pessoas em minha frente, fui atraído por uma expressão de raiva e me voltei e então eu pude testemunhar essa conversa:
LUCAS AMORIN - Antonio meu amigo, a esquerda é a pior direita, eu ultimamente tenho evitado conversar, parece que as pessoas perderam a noção das coisas de uma hora pra outra, algumas eu entendo, estão recebendo dinheiro pra calar a boca, outras parecem que cansaram e outras apenas acreditam nos clásicos: é a esquerda que está no poder: Como pode isso. e ainda fala como se tudo tivesse bem.
ANTONIO - É Lucas, as pessoas parecem que se venderam, a esperança AGORA é a educação.
LUCAS AMORIN - Antonio meu amigo, os professores do brasil em sua maioria são verdadeiros bovinos, eles apoiaram em sua maioria ou apoiam ainda essa esquerda que está no poder, não sabem ler a história, qualquer um saberia fazendo um pequeno esforço mental o que seria o governo do pt: mais direita que a direita. Antonio, veja: o comportamento dos professores em sala de aula, veja como eles resolvem os conflitos entre professores e estudantes: em sua maioria recorrendo à autoridade e quando a sua não funciona é a direção e depois a policia que eles chamam. Antonio quando um professor ou uma escola chama a policia , é melhor demitir os professores e fechar a escola.
ANTONIO - Lucas Amorin você soube o que o governo federal fez com a matéria educação artistica das escolas tecnicas? veja aqui a denuncia.
LUCAS AMORIN - Não me fale de escola de arte, nem em artes em escolas, são verdadeiras máfias e puros incompetentes, existem para realmente impedir a aparição das artes, são sangradouros de verdadeiros artistas, isso sim e quer saber, eu não quero ver denuncia nenhuma ( rasga o panfleto), quer saber mesmo, toda vez que o governo, seja ele qual for faz alguma coisa contra os professores, eles gostam de denunciar. o professor é um boi mesmo, pois somente um professor-boi não sabe o papel do professor neste sistema: o de moldar na medida do possivel. o de transformar todos em bois e denunciarem ao sistema aqueles que se revelarem pessoas potentes.
Isso e nada mais.
ANTONIO- Pera aí Lucas, eu já vi muitos professores lutarem contra o fhc.
LUCAS AMORIN - no passado ainda era moda falar do neo liberalismo aí os bois de esquerda falavam, hoje é moda não falar e nem ver neo liberalismo em lugar nenhum, então os bovinos de esquerda juntamente com os bovinos de direita, nem falam e nem encontram NEO LIBERALISMO NENHUM, e falando de arte e de escola, Antonio, sinceramente as escolas de arte de nada servem À ARTE.
SÓ SERVEM PRA
empregar medíocres que se dizem artistas.
e para a lavagem de dinheiro.
e o governo, meu caro Antonio, não existe para resolver o problema do povo e sim dos poderosos.
somente imbecil é que não ver isso.
eu fui boi quando estava na universidade me dizia de esquerda, hoje eu sei:
sou inimigo dos ANARQUISTAS, dos comunistas, dos direitistas assumidos
e saiba, eu não acredito no povo.
vivo em função do meu desejo.
Antonio, meu amigo o professor; o artista; o jornalista
e todos os istas querem é uma boa posição social e de lá numa boa dizer que "defende os pobres, e a natureza." puro engano. os caras são um-sete-um.
ANTONIO - 171( risos)
LUCAS AMORIN- Creia-me o
professor é verdadeiramente
UM
SETE
UM.
Educar pode ser bom para o capitalismo, para o nazismo, para o facismo e para o irmão desses que é o comunismo, mas para a vida, a educação é um outra coisa e começa por fazer aparecer o que há de dentro e fazer primeiro em função do de dentro de si.
a educação que hoje temos é a manipulação do individuo em função do social.
A conversa estava animado mais eu tive que me afastar, chegou a minha hora de ser atendido e não pude ouvir o resto da conversa mais interessante dos ultimos tempos.
E quer saber mesmo, como dizia o Lucas, eu concordo com ele, sim com o Lucas .


ronaldo braga

A FÉ NA DOENÇA, UMA DOENÇA

O cristianismo foi o primeiro a pintar o diabo no edifício do mundo; o cristianismo foi o primeiro a introduzir o pecado no mundo. A fé nos remédios que oferecia em troca foi abalada aos poucos até em suas raízes mais profundas, mas sempre persiste a fé na doença que ensinou e difundiu.

Friedrich Wilhem Nietzsche. (O viajante e sua sombra, pag 56.)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

VOCÊ PENSA QUE ESTOU ESPERANDO, poema de Nelson Magalhães Filho



você pensa que estou esperando a ausência, que não chega nunca com as tarântulas acesas nem nas vísceras mais escuras que estupradas pelas brasas da noite-erma pudesse me deixar só e pouco importa. mas não é isso que me move para o mar meu bem, pouco me importa se a tesoura-vertida amolada pela minha cara de cão crava tua alma no espelho aceso dentro mar.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

FOZ, poema de Luciano Fraga

Aprendizado

Eu vou à praia meu bem,
Cantar amargas flores
e lembrar do néctar
de teus
fartos peitos.
Desde cedo, meu bem
aprendi a esperar
em doidos porres,
teus solenes momentos e
ir à praia meu bem,
comer as cores da noite...
E, meu bem,
que me importa
sua boca
a me olhar de dentro do nada.
Aprendi
esperar,
na insensatez dos teus beijos,
uma azul onírica tarde sangrenta.
Meu bem,
eu sei de seu desejo mórbido por orquídeas e laranjas,
e sei do teu amor imundo,
em velhas doces canções.
E sei:
as árvores verdes
choram tua partida,
imaginando esperas
nos cumes das madrugadas.
Eu,
meu bem,
vou sorrindo dores nos teus abraços meigos.
Enquanto os bêbados dormiam com todas as deusas.

ronaldo braga
(para todos os amores não acontecidos)

terça-feira, fevereiro 05, 2008

a poesia de luciano fraga

FÉ E FOME


A sua fórmula,
está prescrita,
expirada
como um tempo
de flecha...
Toda fortuna é incompleta.
Sempre existe
algo que nos falta,
seja a agulha
para costurar uma brecha
ou um comprimido
para baixar a pressão
alta...
Mas,
falta a coisa!
Aquilo que você não acha,
nem dentro de um cofre
lacrado,
nem na canção suculenta
de um tumor
mal curado
ou na imponência
de quem caminha
como um Deus irado...
Na procissão dos arrebatados,
uma moeda vadia
é o cântico
mais exaltado
que eles gritam até a exaustão:
mãos ao alto!
E assim,
um deus
vai sendo usado...

luciano fraga
www.versoseperversos.blogspot.com

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

a poesia de nelson magalhães filho

sou de uma raça de cachorro ruim
desassossegado pelo sangue que
brota das noites-incompletudes
escorrendo
em angústias esquivas
sou de uma raça de cachorro mau
nauseado pela lua opiada nas
madrugadas latejantes de desejos lascivos
bebendo peçonha
tumultuando
os jardins com excrementos
perversos.
então escancaro uma
réstia lanosa de lágrima
quando me queimo em tua lua segredada
quando substancialmente o animal
estúpido cura sua compaixão.


nelson magalhães filho

agora com dois blogs:
www.anjobaldio.blogspot.com/

http://cachorrovadio.blogspot.com/

A REVISTA CULTURAL DIVERSOS AFINS

A revista cultural Diversos Afins lança seus primeiros passos em 2008. É a nossa Décima Sétima Leva fundindo expressões em torno da literatura, artes plásticas, música, cinema e outros gêneros. Entre os destaques, estão:
- Uma exposição com as ilustrações do artista plástico paulista Fao Carreira.
- Caminhos poéticos em Mônica de Aquino, Juan Bautista Morán, Jorge Elias Neto, Augusto da Maya e Leo Lobos.
- Uma entrevista com o escritor baiano Hélio Pólvora.
- A prosa intensa de Tânia Gazito e Ana Rita Ferraz.
- As dicas literárias do escritor André de Leones.

www.diversos-afins.blogspot.com