terça-feira, janeiro 29, 2008

solidão

Eu
vazio
espero.
Seus olhos
surdos
me olham
do nada.
E em lentos momentos
a morte quieta,
vigia,
e
sorrateira avança.
E eu
do outro
lado
me desespero.
Um sopro de nada
corta o quarto,
e agora
para sempre acabou.

ronaldo braga
( este texto foi escrito em 21-11-2003 logo após da morte do meu sogro o poeta Israel Trindade, aos 84 anos de idade.)

3 comentários:

anjobaldio disse...

Caro Ronaldo, poema forte, e belíssimo. Grande abraço.

Luciano Fraga disse...

Ronaldo,belo poema.A morte sempre nos deixa assim indignado,paralisado,vazio.Mas no fundo nós não passamos disso,à espera de nada.

joão gabriel marques disse...

maravilhoso o poema ronaldo parabens!