domingo, dezembro 09, 2007

UM VÔO


Moringas. acrílica sobre tela de Alyne costa, 2003





O meu lema não busca uma frase única,

minha busca não procura verdades perfeitas,

olho o olho do meu irmão na rua,

será sua dor amiga da minha?

Os meus versos não procuram acalantos.

Minha sina é minha senda, minha paisagem.

Olho a luz acesa na casa de um igual, será sua luz chama da minha?

O meu passo não tem ritmo sozinho...

Meu passarinho voa livre no azul do céu.

Olho a boca do sorriso alheio, será sua alegria hemorragia da minha?

Os meus dias são regrados em intervalos.

Minha disciplina se edifica aos poucos.

Olho o gesto do irmão ao meu lado serão nossos guias cavalos alados?

As minhas dúvidas são frescas e serenas,

minha fé uma fonte e um quintal.

Olho a incerteza na fronte do vizinho,

voamos juntos para dar as mãos e abraçar o mundo!
ALYNE COSTA

Um comentário:

Anônimo disse...

Poeta,
o mundo caminha pelo avesso, embora vejamos de cara, sem nenhuma lombra... o mundo segue individualista, faraônico e pobre de solidariedade... Enxergar lirismo ainda neste mundo que despenca aos nosso olhar é trair a si mesmo e entrar para o coro dos contentes, dos medíocres, dos caretas... Não somos a palmatória do mundo mas sei que você poeta com seus versos tenta amenizar a dor do mundo
meu abraço nesse janeiro de uma quadra de 2008
só nos resta esperar a chegada dos Ternos de Reis para louvar o Deus Menino
Miguel Carneiro