domingo, dezembro 23, 2007

a poesia de miguel carneiro

breve recado a um amor longinquo.



Relembre-me, por favor,
Que eu lhe peço de coração
Encharcado de candura...
Quem usurpou nossa ternura?
Em que vão da casa escura
Encontra-se aquele amor que tanto procuras?
Ficou por um acaso no quarto entre os lençóis
Manchados com o almíscar de nossos desejos
A nossa doçura?
Noite de lua branca na Baía de Todos os Santos
E meu amor zanzando no mundo
Com suas pernas roliças e seu olhar de brancura
Reviro meu leito nessa busca insegura
E neste silêncio de cachorros latindo no breu
Pássaros noturnos voando sobre meu lar
Meu amor agora não está
Desacostumei-me de dormir só
Relembre-me meu amor
Que o momento é de pura fissura...

In inédito, Verão de 2007.

MIGUEL CARNEIRO

Um comentário:

cafundó disse...

E uma lua linda no céu.
Anjo Miguel!