quarta-feira, novembro 21, 2007

A poesia de Luciano Fraga

PRURIDO


“... baixinha da vitória com seus loucos,
seus monstros e seus homens de verdade.” R. Braga



Defronte à grade
devotos
agitam as cabeleiras
feito palmeiras,ou
bandeiras
verdes
cartazes são pregados
PROCURADO:
apedrejou os telhados,
molestou as leis,
quebrou dentes e os
códigos sagrados
são como ruínas
que mancham lençóis
e nos deixam temerosos
ante o protesto dos asnos
impressos
nas páginas do último fólio.
Comendo peixes crus
a miséria ainda exporta
notas
pelo mundo exemplar (?).
Ah! Se pudesse ajudar
Che!
Momentos antes de morrer
no chão
cabeça de negro
vai rolar,
dizem:
tudo está certo,
em seu devido lugar,
não estão vendo?
Nunca dependa do inesperado.
Enquanto corro
atrás dos minguados
ouço latidos...
Cachorro cego na varanda
faz parte do meu cabedal...

Luciano Fraga

Um comentário:

Anônimo disse...

Luciano, Poeta amigo,
quem zanzou naquela
travessa da Vitória,
onde os barões se alojavam,
sabe a densidade de teu verso,
qUE SAUDADE DA PRAIA DE SHANGRILÁ,
DE ZÉ NUM BARCO PEQUENO,
DE EDU, CADÊ Edu, o primeiro Rasta que conheci nessa vida....
Ali naquele Bar "prefácio" se tornou autor, lembra dessa história?
meu beijo em vossas mãos,
poeta querido de meu coração!