quarta-feira, setembro 26, 2007

vendaval

Cores estranhas num telefonema.
O sabor amargo na alma que chora.
O sabor do medo que no sonho queima...
Cores da vida em amarelo gema.
O sonho que chega a cada nova aurora.
O sonho da seção da tarde ser cinema...
A doçura de um filme de Carlitos.
O aroma de versos soltos num varal.
A dor abortada em infinitos gritos.
A infância renascida em fruta de quintal.
A solidão que aprende novos ritos.
A esperança dança em voltas num pombal.
A resignada obediência a mitos.
A sábia serenidade abranda o vendaval.

alyne costa

Um comentário:

Anônimo disse...

Versos de uma poeta que encanta minha alma, nestes tempos de completa luas cheias....
Miguel Carneiro