quinta-feira, setembro 20, 2007

Pedra

Pedra

Como num silêncio profundo a poesia sumiu dos meus olhos.
Apareceu em meu sonho como estandarte.
Penso em ti, poeta, quando os seus versos sumiam e cochilavam em sua alma.
E, assim, essa poesia muda grita em mim.
Debruçada no infinito, ela é soberana.
Sua vigília entoa ladainhas, mas não me traz a alegria dos salmos.
Essa poesia, Carlos, é a voz dos anjos sussurrando a inquietude de todos os poetas.
Quando ela corrói as entranhas, envolve o poeta e este não a consegue traduzir no papel.
Resta essa tristeza imensa em não traduzir.
Florbela, Adélia, Cecília, Clarice, Cora Coralina, Ana C.Umas, assim.
Outras assado:
Rosa, Olga, Pagu, Simone, Zuzu Angel.
Quando a poesia se faz fêmea e num mesmo peito se acasalam a condição de poeta e a de mulher.
Peço-te licença... Não consegui ser gauche.
Só vejo uma pedra.

Alyne Costa

Um comentário:

anjobaldio disse...

Muito bom, Alyne.