quarta-feira, agosto 01, 2007

absolvição

Estava escrito
no meu caminho
de feto
atemporal.
Um húmus liquido
alimentava
o manancial
de vingança endêmica
que dormia
como um gancho
tenso
ligado ao meu cordão
umbilical.
Hidras
interpelavam o canto
das sereias
emoldurando o universo
dos batráquios
que nadavam velozes
fugindo
como espermatozóides
em direção ao ventre
mortal
numa acirrada corrida
espremida
pela vida
que escorre entre os dedos
e desce pelo ralo...

Luciano Fraga

Um comentário:

Alyne Costa disse...

E assim, descemos todos, pelo ralo existencial.
Ronaldo, muita saudade!