terça-feira, junho 19, 2007

BALADA DO VOLUNTÁRIO DA PATRIA

Quando a guerra,
mostrou a sua verdadeira face,
beijei minha mãe em despedida,
e fui embora pro “front”.
Minha mãe continuou chorando
na beira daquele cais.
Enquanto o navio singrava
por águas repletas de sais.
Durante três semanas
naveguei naquele oceano,
com um único plano,
de eu não vir a me ferir.
A guerra tem dessas coisas:
A única lógica é
Inevitavelmente sucumbir.
Desembarquei naquelas terras,
E dentre charcos, pântanos e a escuridão,
Eu tinha que me salvar
Levando a bandeira de minha nação.

MIGUEL CARNEIRO

Um comentário:

ronaldo braga disse...

Niguel sua poesia soa como uma canção do sofrer, mas não do abatimento, sofre e viver encarando e superando dificuldades essa é a lição que deixa o seu poema.