sexta-feira, abril 13, 2007

A NOSSA PRIMEIRA VEZ

(óleo, "pareja en azul " ANGELO GALVEZ)



Venço a barreira
e o medo
e me deixo
na luz dos olhos teus,
belas perolas pardas
a me olhar,
o mesmo desejo
dos olhos meus.
Suas mãos,
ligeiras mariposas,
me desfolham
plena de temores,
e me entrego sem vergonha
enquanto beijas meus lábios,
e meu corpo se deixa
e é musica,
tua mão e minha pele.
Te perdi na planicie de meu peito
e
te descobri feliz
em minha entranhas.
E te deixo ser eu
e me transformo
e inventos instantes para mim.
Voamos juntos
rumo ao firmamento
que tua saliva
e
meu suor
desenham em
mim.
E me deixo ir
e te levo longe
e ainda te amo
e o teu ser
e o meu corpo
unindo-se
em um universo inteiro,
em nosso pequeno leito.
CAROLINA GONZÁLEZ VELÁSQUES
Poeta de Iquique - Chile, é amante do sol, do mar e do deserto, é tambem apaixonada pela literatura e "FOLKLORE", ama a justiça e busca a verdade.
Tradução - Odlanor A. A.

5 comentários:

Odlanor A. A. disse...

este poema me deu um imenso prazer traduzi-lo, depois de ler quase quarenta poesias da autora a coragem chegou e eu pude sentir um pouco o mundo poetico de Carolina, e traduzir este poema foi um penetrar esse mundo e descobrir uma poesia de entrega, de paixão e antes de mais nada uma poesia sincera. Traduzir é tambem escrever um novo poema e neste jogo poetico eu me dei por satisfeito e espero que o leitor do bragas e poesia goste deste maravilhoso poema que originalmente se llama NUESTRA PRIMEVA VEZ.

Carolina González Velásquez disse...

Nuestra primera vez

Rota la barrera de la oscuridad
y de los miedos
me guío por la luz que irradian tus ojos
esas bellas perlas pardas
que me miran con el mismo deseo
que reflejan los ojos míos

Tus manos,
mariposas pueriles,
me deshojaron llenas de temores
me dejé despojar de mi vergüenza
mientras besabas mis labios
y mi cuerpo se dejó transportar
por la música que tus manos
inventaron hábilmente en mi piel.

Te perdí en la llanura de mi pecho
y te descubrí feliz en mis entrañas
en un instante te dejé ser yo
y yo me transforme en el ser
que inventas a cada instante para mi

Volamos juntos
hacia la dirección en el firmamento
que tu saliva y mi sudor
dibujaron en mi eje

Me deje llevar
te llevé lejos
y un te amo,
nos devolvió al pequeño lecho
que fue un universo entero
mientras tu ser y mi cuerpo
se unieron.


Ahí tienes el original, la traduccion se escapa, pero es inevitable.
Muchas gracias
Carolina

Benéu de Merú disse...

a carolina tem um belo poema e o amor é cantado em braços enlaçados, em doces momentos de entrega na solidão do amor.

Anônimo disse...

detestei o poema acho que podia ser um pouco mais realista...
achei muito tosco

Anônimo disse...

detestei o poema acho que podia ser um pouco mais realista...
achei muito tosco