quinta-feira, abril 19, 2007

FORA DE FOCO

E se eu te parecer estranha
Não se irrite
Se aparecer tristonha...
Só assiste
E se faltar paciência
Dê limite
Se franzir a testa
Um palpite
Posso estar fora de foco
Posso ter perdido a rota
Pode ter mudado a lua
Pode ter chamado a rua
E se eu esquecer a chave
Pouse a carícia
Se eu sequer acordar
Pura delícia
E se der de dar a louca
Busque malícia
E se de vez sumir
Chama a polícia
Posso estar à beira mar
Posso estar num cativeiro
Ou num banho de chuveiro
Procura pelo céu inteiro.

Brumado, 13 de abril 2007-

ALYNE COSTA

2 comentários:

anjobaldio disse...

Este poema me lembra tardes inteiras em mares sombrios, tardes de pássaros que passam para nunca mais voltar. Grande abraço.

Braga e Poesia disse...

nelson a alyne é uma poeta das canções do amor decidido, apaixonado mas independente, firme sem melindres, mas exigente. e é uma bela poeta, a sua poesia é uma flor regadas por anjos baldios e, jardins estrelares.