quinta-feira, março 15, 2007

TENDAS

São as tais folhas dispersas
No registro de um outro
Essas mesmas linhas sem pausa
Que me fizeram estranho dentro daquela vida.

Minhas doces meninas esconderam as faces
Rumo ao destino resignado.
Lastimaram pra dentro de si
O azar de não poderem rolar lágrimas visíveis.

Reinvenção do amor?
Causa impossível.
Arranjo uma lista de negações prontas
Como quem é incapaz de cobrir vazios.

Varredura insone do olhar.
Fecho as páginas do mundo à parte.
Minhas doces meninas, sempre mulheres
Se ocupam de varrer a poeira pra dentro da alma.


autor - Fabrício Brandão (editor da revista cultural eletrônica Baratos Afins)

www.baratos-afins.blogspot.com

2 comentários:

Braga e Poesia disse...

ADORO ESTE POEMA DO FABRICIO BRANDÃO, um poeta que eu só conheci por ter um blog, coisas da internet, mas a partir de agora fabricio eu gostaria que o senhor mandasse sempre trabalhos seus e de outros escritores do seu baratos afins, será uma honra para o bragas e poesia publicar obras do baratos afins e se tiverem vontade podem publicar meus textos sem pedir permissão

Fabrício Brandão disse...

Palavras felizes de gratidão: é tudo o que tenho para expressar agora. Entenda o Baratos Afins como uma sua casa. Seja sempre bem-vindo!!
Abraços poéticos!!