quinta-feira, março 29, 2007

R I T O S

Teço tranças e rasgo fios
Vejo luas e rabisco navios
Febres
Odores
calafrios
E se me calo, verbos flutuam
No parapeito do que hei de ser
Pertenço a qualquer lugar que me comporte
Minh`alma é crespa
Cultuo vendavais de toda sorte
Tensa
Suturo incertezas de um destino que rompe tardes
Arde
Atritos sobre o magma adormecido de um vulcão
Vertente
Poesia é o meu espelho oculto em erupção.

Alyne Costa

4 comentários:

Ronaldo Braga disse...

Alyne é uma daquelas poetas que nos fazem ler seus textos varias vezes pela magia que encontramos em suas palavras e por nos dizer tanto com tão pouco e com uma simplicidade que faz parecer ser facil escrever poesia,Alyne suas posias me transportam e me coloca em um mundo onde o amor prevalece ao lado, não esquecido, mas antes, como arma.Em Alyne o amor é uma arma.

Miguel disse...

Os versos dessa poeta de Caetité,num breve pouso em Brumado,
são melodias tecidos por anjos apaixonados,
letras de canções para povoar nosso cotidiano encharcado de dever e haver.
A poesia dessa menina linda são como bafos de beijos numa madrugada "caliente"...
Miguel Carneiro

luciano fraga disse...

Alyne,gostei do seu poema.Versos duros,crespos,afiados.

anjobaldio disse...

Poema belo: a gente vai criando uma crosta para tentar sobreviver neste oco estúpido.