sábado, março 03, 2007

LUGAR COMUM 2: PONTO DE FUGA

os dois olhos pequenos arrepiados
ainda molhados pelo jumento do sonho.

os dois bicos de seio assustados
nas tramas do tecido grosso.

dos quatro pontos faiscavam paralelas
que se cruzavam muito longe.

paralelas que se cruzavam muito longe,
onde o arco - íris fincava suas cores,
onde as calcinhas rosas se fundiam aos lençóis,
de onde todos os desejos desenhavam perspectivas

ANA RUSCHE, poema publicado no livro Rasgada em 2001 S. P
e extraido do blog de Ana Rusche www.peixedeaquario.com/

Um comentário:

ronaldo braga disse...

cada vez que leio um poema da Ana fico encantado