quarta-feira, fevereiro 28, 2007

ZECA DE MAGALHÃES O KZÉ

No dia 27 de fevereiro DE 2007 foi cremado o corpo de um dos maiores homens que a humanidade já produziu: Zeca de Maglhães, o JOSÉ NARCISO DE MAGALHÃES CARVALHO DE MORÃES FILHO, O NOBRE kZÉ.
Meu amigo Zeca se vai em um momento de intenso trabalho critico e poetico e de inumeros projetos culturais, e sua morte é um golpe certeiro na propria "humanidade" termo pra mim vago mas que em Zeca eu podia encontrar sentido, pois sua luta não era ser um poeta reconhecido mas antes ser um poeta fazedor de realidades, transmutador e acima de tudo encontrava sempre uma palavra de atenção e de incentivo para todos, pois para o Zeca a poesia não pertencia aos reconhecidamente "bons" poetas, mas a todos que com garra, vontade e continuidade trilhassem este caminho, junto com Zeca participei do poetas da praça, grupo que mais tarde veio a ser um lugar de assassinato da poesia e eu e ele em uma peça BECO DE BACO, FIZEMOS ESSA DENUNCIA, e sempre o Kzé esteve alertando para os perigos que estavámos sempre correndo, ele não se permitia vacilar e sabia que sem a auto-critica o poeta se torna um papa ou um reles frequentador de "igrejas" e mais ainda um lunático.
Zeca foi poeta mas sempre esteve com os valores da liberdade ao lado da vida dos comuns, foi um nobre mas nunca um elitista, e antes lutava sempre contra a mediocridade mas sempre com uma educação de gênio, evitava sempre dizer palavras ofensivas e sempre respeitou mesmo aqueles que ele sabia que tramavam contra ele.
Kzé, como disse o poeta MIguel carneiro, viverá para sempre em meu coração.

RONALDO BRAGA

11 comentários:

luciano fraga disse...

Ronaldo,quem convive com você sabe do respeito e estima que tinha pelo Zeca, portanto neste momento triste,compartilho contigo todo sentimento de perda do amigo.

Miguel disse...

Braga,
o Destino nos colocou Narciso em nossos caminhos para que não deixassem nossas almas apodrecerem. Fazia da irreverência e a trangressão uma bandeira permanente de luta, jamais abaixou as calças para "as putas" laureadas da literatura baiana da província de São Salvador. Fez da poesia o pão de cada dia, sem medo, com fuxico, levando o lirismo onde não podia chegar. Um baseado para acalmar a dor, uma lombra para nos despertar do pesadelo... Foi amigo, Braga, de todos nós, sem jamais nos trair, foi verdadeiro com sua poética e fez da poesia instrumento de mudança social.

adolfo junqueira disse...

zeca é para sempre e a palavra dele como pele se agarrou nas mentes.

Antonio Laranjeiras disse...

o kazé nos marcou com a sua poesia rapida como ele e nos disse sempre que tudo é marcante.

Manolo Fante disse...

O kzé foi um dos maiores poetas que eu conheci

Edson Linhares disse...

Zeca um poeta inesquecivel amavel esempre com uma tirada de humor pronto para detonar, ele detonava rindo

Joaquim Felicio Antunes disse...

aqui de são paulo chegam rumores da partida do zeca, ele sempre estará vivo em todos os poetas que como ele respeitem a vida.

Antonio de Jesus Do Nascimento disse...

beco de baco eu assistir lá em deraldo no pelô, vcs dois estavam bastantes tranquilos e disseram palavras belas e duras, poetas da praça depois que vcs saiaram ficou somente uma pilantragem, somente mamando nas tetas do governo, coisa que vcs não permitiam,vcs eram criticos de todos os governos evcs diziam e viviam: Hay Governo soy contra. e vcs mantiveram a palavra pregando o voto nulo nas ultimas eleições de 2006.

Carine Araujo disse...

O Zeca leva consigo parte importante da poesia baiana: a poesia de combate, a poesia de transformação, apoesia que acreditava na verdadeira função da poesia...isso ele só ensinou a quem conviveu com ele...isso só aprendeu quem agora sente o que perdeu...
Adeus, não, Zeca, até breve...

Big "Chico Vermelho" boy disse...

Ronaldo, apesar da pouca convivência com o Cazé, a gente sentia aquele silêncio denso e o olhar misterioso das pessoas escolhidas. Pessoa já dizia que os deuses levam logo os amados por eles. A vida não acaba nunca.

Miguel disse...

Moscou
Zeca de Magalhães (1959-2007)
Moscou,
a música, a dança
mergulhando em orações
nos templos d'água
navega o olhar de teu povo.

Ah!Moscovo
que canta em suas palavras
o rosto sofrido da primavera
amanhecendo no Kremelin
a moldura de sua poesia.

Moscou
tantas vezes queimada
reascende nos seus poetas
o coração de todas as russias
em tão mágicas palavras.

Como em baile eterno
dançam pincéis coloridos
No desenho de seus palácios
o canto de suas guerras
o grito aflito da memória.

Ah!Moscou
um rasgo de liberdade
no riso rijo do povo
o sonho de uma nação
no eterno céu da cidade.