segunda-feira, fevereiro 05, 2007

REFUGOS - REPASTOS

"...mostro que o não padeço,e sei o que sinto..."
G. de Matos

Esconderijos postiços
afloram sob as aftas
de minha língua
inflamada
que não quer silenciar
quando afugento das trincheiras
refugos azedos,
lembranças impressas
nos penosos retratos
de rostos antigos,
que desencadeiam sorrisos
em aflições triviais.

Meu brinquedo predileto
é o universo
que esta criança monstruosa
fabrica com suas queixas,
repletas
de subterfúgios domiciliares,
repastos
que formigam com nuanças galopantes
diluindo aparências iluminadas
em suspiros terríveis,
nos cartões postais...

Luciano Fraga

Um comentário:

Anônimo disse...

PUTA-MADRE Buenas! Cuidado com o RED-BOY do Corta-Jaca: é de arrombar!