sexta-feira, fevereiro 09, 2007

A TAMBEM OBSCENA SENHORA D


O ator ronaldo braga na peça "A TAMBEM OBSCENA SENHORA D" Llivremente inspirada e adaptada por ronaldo braga do texto A OBSCENA SENHORA D de Hilda Hilst, montagem no ano 2001 na cidade de Cruz Das Almas, com Direção de ronaldo braga e cenário, iluminação e figurino de Nelson Magalhães Filho, foto de Meire Soares.

4 comentários:

adelice souza disse...

Parabéns a você e ao Nelson por levarem Hilda Hilst a Cruz e através do teatro. Em Castro Alves não havia(não há) teatro e eu só fui assistir a uma peça já bem grandinha e em Salvador.

Nelson Magalhães Filho disse...

Agradecemos a você, Adelice, pelo incentivo e pelo seu trabalho. "Na Solidão dos Campos de Algodão" me marcou profundamente. Neste trabalho no Teatro do Porão, Ronaldo estava muito inspirado,uma bela homenagem a Hilda.

joão gabriel marques disse...

Ronaldo parabéns pelo blog, muito bom.
olha esse é meu email:
jgm_bel@hotmail.com
mande noticias, abração!

Miguel disse...

Para Embalar Kzé em seu Delírio Noturno

Em memória de José Narciso de Magalhães Carvalho Moraes Filho, ZECA DE MAGALHÃES, (1959-2007).


“Aliás não temos aqui cidade permanente, vamos em busca da futura.” Hebreus, 13-15.


Numa sexta-feira,
em Pindorama,
quando a folia momesca,
reinava na velha província da Baía de Todos os Santos e Inevitáveis Demônios.
Entre a cana,
o colosso dos camarotes da Barra
e a falsa alegria,
e o Tempo com sua traíragem,
que resolveu te tirar de campo,
te descendo do telhado.
Deixou os teus,
órfãos de tua amizade
e de tua poesia.
Não era ainda
nem segundo tempo,
e nem havíamos ganhado o jogo.
Mas,
em memória de ti,
poeta leminskiano,
abominador da mediocridade poética baiana de igrejinhas e confrarias cafonas.
Não recolheremos nossas bandeiras,
nem meteremos nossos rabos entre as pernas,
nem ficaremos desiludidos,
nem abaixaremos nossas frontes,
para os chacais da palavra.
Ficamos,sim,
aqui,
todos os teus,
que te foram terno,
passando uma chuva
com teu verso clandestino na memória
e aquela certeza absoluta
que a tua luta
não foi em vão.
Ficaram poucos...
Mas teu nome, Narciso,
será sempre eterno em meu coração.
25/02/2007.