sexta-feira, fevereiro 02, 2007

A INFELICIDADE COMO ÚNICO PRAZER

Deixa essa menina no escuro. O único lugar claramente seguro para esse tipo de gente. Lá, pode ser bom, pois o medo é um remédio que certa pessoa cultiva como ponto de fuga, como alternativa a própria vida, certa pessoa sente nojo da existência e somente no medo encontra segurança para afirmar a vida, e aí só uma doença, pode ser a cura, porque a doença servirá para certa pessoa como uma desculpa incontestável, é que este tipo de gente precisa de desculpas para evitar encarar a sua própria incapacidade.
Inversão de todas as coisas, certa pessoa tem vergonha de ser o que é, e o que ela é, impede um contato verdadeiro por muito tempo com gente, que simplesmente aceita a vida como é, gente sem melindres, e então precisam de todo tipo de simulacro. Para certas pessoas, os acontecimentos banais são de vital importância, e principalmente a vida de artistas famosos.
Quando, por algum acontecimento inesperado, ficam amigas de gente diferente, certas pessoas buscam a todo custo qualquer banalidade para ficarem ofendidas e como vítimas, encerrarem o relacionamento, essas figuras são mestras neste tipo de ação.
Que sejam felizes, nas suas próprias infelicidades, se for possível, mas, a mentira não pode demorar por muito tempo, e entre beijos desfragorosos, estranhos, e carinhos por demais sobrantes, e obscenos, certa pessoa, sente o peso da vida, a verdade da vida e então a preocupação: o temor de estar bem, pois, antes, teme o estar bem, e ama o ter sempre necessidades, o viver no mundo das necessidades.
Além de buscar, numa luta incessante acorrentar o desejo, vencer o desejo que corrói o que de mais importante existe em certa pessoa: a maldade, a raiva, e a impotência.
Raiva, impotência e maldade, numa eterna aprendizagem são os verdadeiros tesouros e são as únicas verdades de certa pessoa e fatalmente o pisar em ovos, torna-se uma constância na vida dessas existências.
Então de repente uma doença e tudo estar bem agora, até fazem discursos e dizem que estão cansadas de fingir.
Mas é somente uma canção ordinária, uma ladainha em busca de deuses.
Esse tipo de gente, sempre será esse tipo de gente. E eu não posso, aqui, neste mundo, alinhar meu tempo com o tempo de certas pessoas, pois só o que eu penso é em adoçar meu assassinato diário e saber sempre que não são meus amores. E o que eu posso esperar, e pedir desse tipo, é uma distancia significativa, e um silêncio tumular, uma vez que não é o meu amor, nem mesmo secreto, nem mesmo doentio.
Antes eu amaria todas as leprosas e me fartaria de carne azul.

Ronaldo braga
( certas pessoas são encontradas em lugares chaves do poder)

3 comentários:

luciano fraga disse...

Ronaldo,acredito com firmeza que no fundo,todos os seres buscam de forma incessante a felicidade,nunca o sofrimento.Muitos tambem encontram-se à deriva dentro deste oceano de aflições e confusões,cabe muitas vezes à nós compreendê-las reconhecendo a ignorância em que estão mergulhados.

ronaldo braga disse...

meu caro amigo luciano fraga eu preciso antes investigar a minha propria ignorancia, acredito ser até uma petulancia ver a de outros, nem a dor e nem a alegria de outros pode de verdade me tocar senão como uma interrogação de minha propria dor e alegria.Mão há possibilidade de se medir qualquer sentimento alheio, somente uma falsa ideia pode me fazer entender alguem além de uma interpretação da suposta realidade, portanto será sempre uma interpretação.

vermelho do corta jaca disse...

tem gente que não é gente e nem gosta de gente mas tem aparencia de gente.