quarta-feira, janeiro 17, 2007

TÃO LEVE COMO A NEBLINA

Você diz
não conseguir
engolir meus poemas
que ficam entalados
na sua garganta.
Pensou que serveriam
como bálsamo
ou
terapia para sua cura
isso é o que você acha Baby?
Aos meus poemas
não posso suscitar
nenhum tipo de sentimento
ou embotamento
por não saciarem
sua fome de palavras.
Meus poemas,
não servem de rampa
não são extraidos
de qualquer planta
nem contem o doce
da rapadura.
Meus poemas
possuem uma loucura e tanta
e escorrem feito resina
anfetamina
procurando espaço
no braço
da pobre menina...
Meu poema
pode nascer de um vômito
nas fezes ou num escarro,
morrer de bala perdida
ou
sob as rodas de um carro.
Meu poema,
pode ser um reles vagabundo
um desgraçado qualquer:
mas ele não morre de medo
carrega milhões de segredos.
Meu poema
é o que é?
Uma sina...
Nefasto.

luciano fraga

( poeta de cores e sonhos, eu seu amigo de infancia não o sabia poeta e maravilhado quando li sua poesia exclamei: ele fala a minha geração. Obrigado luciano por sua poesia: fecunda e fatal.)

Um comentário:

Nelson Magalhães Filho disse...

Seu poema lembrou-me alguma coisa do Pessoa (todos nós fomos influenciados pelo Fernando). Ficaria bom ouvindo os belos solos do Jimmi Page.