sábado, janeiro 13, 2007

silencios ocultos

o interior
dos silencios
aprofunda
no corpo
o grito
é mudo
em angustias.
a pele se refaz em
cortes

Zeca Magalhães o KAZÉ

2 comentários:

Anônimo disse...

Ao contrário dessa seara, floresce a poesia de José Narciso de Magalhães Carvalho Moraes Filho (1959), Zeca de Magalhães, Kzé, sobrinho-bisneto de Graça Aranha, o mesmo autor do clássico Canaã, carioca da gema, torcedor fanático, como o dramaturgo Nelson Rodrigues, do Fluminense Futebol Clube, das Laranjeiras.

Aportou nessa terra de malas e filhos, na longínqua década de 70, participando ativamente do Movimento Poetas da Praça; foi um dos seus fundadores. Após ter publicado uma centena de opúsculos mimeografados, na esteira de Chacal, Pedro Bial, Carlito Azevedo, Eduardo Teles, Maninho, Ricardo Emanuel, Raimundo Brandão, Mário Garrido, Semirames Sé, Ametista Nunes, Damário da Cruz, Márcio Catunda, eis que lança, em 98, O Nome do Vento, Selo Letras da Bahia, colocando a sua poesia nos trilhos da legalidade oficial.

MIGUEL CARNEIRO

luciano fraga disse...

Zeca,este poema é tão maravilhoso quanto a prfundidade do próprio silêncio.Sutil e cruel.