sexta-feira, janeiro 26, 2007

SEM TITULO

Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.

Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas.

Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas.

Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.

Porque assim é preciso
Para que tu vivas.

Hilda Hist
( Escritora brasileira que merecia um destaque maior na literatura brasileira, onde ela foi com certeza a melhor das melhores)

4 comentários:

Anônimo disse...

No site do poeta Renato Suttana há um ensaio primoroso sovsobre essa Poeta profana e cristã
só passar lá http://www.arquivors.com
abraços Miguel Carneiro











;

Ederson disse...

na verdade na verdade...exise algo verde no sotao com cara de contas e horario politico ,dia de trabalho honrado.

ana rüsche disse...

ma-ra-vi-lho-sa!

acho que a hilda terá o lugar que merece sim, esperemos.

e postei sobre o blog, coloquei tb a ilustração do Ederson, veja se está tudo ok.

beijinhos todos

Anônimo disse...

Uau!
A exemplo deste poema, a poeta já está elevada ao patamar que merece apenas pelo talento. Se os outros não percebem, ah, azar o deles.