terça-feira, janeiro 30, 2007

Gravetos murchos choram indiziveis azuis noites
nuas, e
calam arvores num fremito murmurar
rouquidão e ar.
E silencio penetra,
E sussurro penetra
como agua
penetra e penetra e
dilui
e espalha
e enfraquece
e transforma.
Processo tardio
inevitavelmente atomo tardio.
Objeto no objeto,
cru.
Cruel.
Transitorio.


Invisiveis atos fossos acuam
perplexos olhares
e ouvem noites e
dançam noites
em noites decapitadas.
E foragidas noites
encontram marginais madrugadas.

ronaldo braga

Um comentário:

Nelson Magalhães Filho disse...

Talvez as noites azuis sejam mais sangrentas que as vermelhas. A tristeza sempre foi carregada de uma densidade marginal, além de qualquer riso pálido de euforia.As madrugadas são melhores que os dias ensolarados.