sábado, janeiro 13, 2007

FLUXOS E CORTES

Possesso processo
de corte.
Aparição desalmada,
e desesperada de uma alma
em um insistir desalento,
Desabrochando aos borbotões,
fluxos invernosos que extrapolam os verões e
assassinam beijos.
Uma poesia que grita o murmurar não compreendido dos amantes,
Fiéis,
unicamente amar.
E desafia o cantar
surdo das notas insistentes.
Vida
não por clemência,
mas,
por potencia.
Como ruminar força,
e teimar a derrota da morte:
Por viver e viver e viver.
Uma canção aos corações soturnos e
delicados.
Uma canção
Dormindo nos cactos
E bebendo o silencio do veneno,
na noite em que os imbecis clamavam clemencia
e matavam o amor
e expulsavam para longe de seus figados
o gosto amargo da felicidade,
eles querem o doce.
E a flor de laudano lhes indicou:
A inutilidade do mel;
E a desaparição do amor no amar comum.
Uma flor
espinho,
Onde o poeta dorme o sono das crianças
em desertos sombrios,
e pode conversar com suas almas nada lamurientas.
Uma flôr invisível,
onde o poeta eterniza a alegria sem alarde.
E sem desespero
descobre
o perigoso,
raivoso
e impotente
povo cansado.

ronaldo braga

Um comentário:

Nelson Magalhães Filho disse...

Assassinato de flores vermelhas brotadas do desespero. Esta ficaria boa ouvindo Cazuza.