quarta-feira, janeiro 17, 2007

Colherei ervas
com a mão esquerda
na estação do inferno
mesmo que o musgo das pedras coléricas
possa através do anjo roubar-me a alma.
Há moinhos de vento no céu aceso
sombras -asas e rufos quando sussurro
tu como morcego vermelho.
E você vai embora bem funda da noite
deixando pinturas inacabadas
e na boca silente um girassol de van Gogh.


Nelson Magalhães Filho

Um comentário:

ronaldobraga disse...

não ter medo de perder a alma é realmente respeitar a vida e amar a localização geografica da unica historia verdadeira: a história do corpo. é encarar a movediça intransigencia do existir.