sexta-feira, janeiro 12, 2007

CINTILÂNCIAS

Uma poesia
desnudando cintilâncias opacas,
nas falsas noites fervilhantes
de brilhos escuros,
estupidamente
rejeitando a paixão sem vergonha dos jardins do poeta.
Uma poesia
despetalando zoófitos nas similitudes,
rasgando noites de recôncavo e
reencontrando as noites bêbadas
nos absintos impositores e decididos.
Uma poesia
palavra sem semelhanças,
destronando e coroando
siginificados e significantes
nos vazios ocos
Morada e desprezo dos loucos primeiros.
Um poema sujo,
desgrenhado,
despencando alturas em uma altivez capenga.
Uma poesia surda
assassina.
Um sentimento
perigo.
Traindo todos os fustes solitários e inúteis,
Inútil traço latitudinário das emoções.
Sinais sem abrigo.
Uma poesia:
perdição dos deuses envergonhados e das
mulheres embustecidas e coloridas nas
vargens esquecidas
das falsas noites cintilantes.
Que grite.
Que faça.
São palavras indizíveis penetrando a
carne insensata.
Um amor inadvertido e
traidor.


Ronaldo braga

Um comentário:

Anônimo disse...

um grito desesperado em calmas notas.nos braços de uma mulher o poeta pode descansar. Descansar?