terça-feira, janeiro 16, 2007

AMARANTO

Chorei as ervas dos olhos
em tuas chagas
teu lar é a resina doce
que brota do peito meu.
O bálsamo de amaranto
na voz, no toque, no verbo.

carícias
de um novo século

Meus lábios em tua alma
frescor de palmeiras gêmeas.
Ouvi a música do verbo
aprendi o curso do rio
ardi a sós no poema.
O luar reflete os vales
e sabe que não são seus.

Patricia Mendes

Um comentário:

Nelson Magalhães Filho disse...

Chorar ou colher ervas, tanto faz. A vida é mesmo triste. Ficaria bom ouvindo os trilhos de sangue do velho Dylan.