quinta-feira, dezembro 28, 2006

SUPERMERCADO

Quando ele entrou no supermercado
e se viu olhando
o preço de uma roupa
não acreditou
e aquela vontade louca a invadir o sexo
vai até o açougue

o magarefe cortava
a sua
propria coxa e vendia
como carne de coxa
de magarefe
o ajudante recolhia o sangue
e vendia
como sangue recolhido
de magarefe
e aquela vontade louca
a invadir o sexo
desce as escadas
vai à gerencia

gerente e sub - gerente
amantes e
silenciosos
corre ao caixa
onde a moça exibe
no peito
um enorme buraco
sai ás ruas
e
abobalhado
descobre que está
morto

ronaldo braga

2 comentários:

Anônimo disse...

O velho magarefe que povoa nossa infância perdida atrás de velhas ruas que vão, e voltam sorrateiras, impregnando nossos pesadelos coloridos pela argila rósea vomitada dos ossos do mar........

ronaldo braga disse...

anonimo por demais assumido. o magarefe somos nós nos partos covardes de nossos multiplos medos.